Corrói-te os olhos a tristeza,
pequena fera domesticada,
por uma sociedade mal amada.
Cerra-te os lábios a censura,
em frases ditas e reditas
por rimas de pobreza.
Vão disfarçadamente transcritas,
más imitações de inteligência.
Novos filósofos do tempo moderno,
da obrigatoriedade moral de pensamento.
Que é feito do sentimento?
Tapo os ouvidos por minha vontade,
chega de teorias e de falsidades,
no fundo o que todos queremos
é umas gotas de verdade.
VS
Encontro-me nas tuas palavras,
longe de um bilhete de identidade errático,
fiscalizas as minhas mágoas
e descobres que não sou matemático.
Simples ouvinte eu sou,
nessa sociedade mal amada,
sou um mineiro de sentimentos que se reformou,
por nesta curta vida não ter encontrado nada...
13/02/2009
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